20 minutos de reflexão intensa e profunda

(Sem muita paciência e também sem corretor ortográfico no Word)
 
Tem que ser muito forte – ou avoado – pra conseguir pular de um ano pro outro sem parar para pensar no que passou e projetar o que virá. A TV, os jornais, os outdoors, a internet, as pessoas e, pelo jeito, o ar de uma maneira geral, são tomados por esse espírito de retrospectiva, avaliação, renovação, esperança, sei lá, algo assim. Um recomeço, uma chance.
 
Pois eu tive um 2007 tão quebradinho em pedaços que a coisa complica. Fica difícil olhar para os últimos 12 meses (ou os últimos 24?) e ver exatamente uma seqüência. Claro que há, não nego. Mas êita, ela não se revela assim tão facinho não. Por isso fiquei – e ainda estou – um tanto angustiada com essa coisa toda de virada. Não consegui refletir profundamente sobre o significado do que veio, do que foi, do que aí está e do que virá. (Isso, em si, também é triste, mas é matéria para outro capítulo.)
 
Será que estou cansada de recomeços e chances e, por isso, evitei o assunto?
 
Quero, para 2008, uma continuidade. Rá. O velho tema de sempre. Quero seguir. Não quero começar do zero. Quero construir sobre o que já tenho. Melhorar. Evoluir. Ir pra frente. Parece tão complicado quanto o início, ou mais, algumas vezes. Em pontos de partida eu já posso me considerar uma expert, modéstia à parte. E depois?
 
Bem, se há algo que eu posso dizer sobre esse final de 2007 é que, no mínimo, sob alguns aspectos, estou conseguindo atingir uma certa estabilidade sobre dimensões para mim importantes da vida. Sei que isso não significa muito, mas.
 
Quem sabe não é agora?
 
Eu vejo as coisas mais ou menos assim: depois de virar mestre e queimar a cuca nessa função, arranjei um emprego não exatamente ligado aos estudos anteriores, mas que me dá um bom nível de satisfação e que pode até render – assim eu espero – novos rumos para a minha almejada vida acadêmica. Tenho também uma casinha dividida com o melhor rapazinho que conheci nos últimos tempos. De novo, faltou ver os amigos com mais freqüência. Por outro lado, conheci excelentes pessoas com quem convivo, e tenho agora a chance de enfrentar diariamente o almoço do refeitório com a nega, velha amiga. Li uns bons livros, ouvi umas boas músicas, comi umas boas comidas e, ah, me apaixonei pelo House.
 
Quem vê de fora não nota, mas a mudança foi radical.
 
Para 2008, quem sabe aprender a administrar?
 
Posted: January 3, 2008 Comments (3)

E lá se foi mais um Ano-Novo

Posted: Comments (1)