A rosa púrpura do Cairo
Nos sonhos, na imaginação, no cinema, no último capítulo da novela, tudo pode ser perfeito. Acabar bem, com o final feliz subindo na tela. Sem nenhum “mas”, sem concessões. Os problemas todos passados. Dali pra frente, apenas aproveitar o sucesso, a boa sorte, o amor, a alegria, o prazer da companhia dos verdadeiros amigos.
Na vida real, tudo pode ser infinitamente desastroso. Por mais que acabe bem num instante, no seguinte surgirá o “mas”. As novas decisões que colocam em risco o final feliz de antes. As pessoas decepcionam, os amigos vão se perdendo no tempo. O que parece irretocável logo revela sua falibilidade.
Menos mal que não se trata de escolher entre uma e outra: uma perfeição ilusória ou uma realidade imperfeita? Temperada com os dois, a vida vai seguindo.

Vamos testar essa coisa toda de comentários
Comment by deathtoeveryone — April 19, 2007 @ 9:33 am
Bem, estréias sempre deixam as pessoas nervosas. Isso porque se corre o risco de desviar completamente do objetivo, do caso, do assunto proposto e tomar um rumo inusitado, sem sentido, aquele do INESPERADO. Por isso queria estrear os comentários já assumindo que gostaria de dizer algo sobre a pessoa que supostamente está escrevendo estes relâmpagos de sabedoria. Ela é uma super amiga, é super inteligente, eu a admiro horrores, bizarramente (se ela me permitisse dizer). Sei que ela recém terminou uma etapa tri importante da vida dela. Alcançou, mesmo com todas as dificuldades e loucuras, algo que sonhava, esperava há tempos. De todas as imperfeições que este caminho aí mostrava, Barbara sempre fez com que se transformassem em coisas boas e perfeitas para passear entre elas.
Eu não sei o que é a perfeição. Tampouco resolvi ou pretendo resolver a polêmica do conceito de realidade, nem pra mim. Também não sei se as duas conseguem conviver no mesmo plano ou se são de ordens diferentes. Só acho que em determinados momentos a gente sabe, sente que algo está perfeito na realidade. Mais ou menos o que os famosos da banca disseram do texto desta guria. Não só do texto, aposto.
Ah, sei lá, acabei me desviando mesmo já começando este comentário pelo desvio. Talvez eu só queira dizer que as coisas são realmente perfeitas quando a gente não espera nada delas, quando não idealiza. E eu não espero nada da Barbara.
Talvez alguns links, na real.
Amo-te!
Comment by Jú (a do eterno repouso e do Mal) — April 19, 2007 @ 11:09 am
Simplesmente não dá, não dá pra saber. Escolheu tá escolhido e foi-se a outra opção. E não tem como saber se foi certa ou errada, isso é o pior de tudo…
Comment by Nena — April 19, 2007 @ 6:10 pm