I am here, right here
Passei toda esta semana pensando bastante no Gabriel. Não foram muitos os momentos que passamos juntos, não convivíamos, não éramos tão próximos. Passei toda essa semana tentando entender porque, apesar disso, sempre que o encontrava, me sentia bastante ligada a ele, como se fôssemos, sim, muito amigos. Ontem, na missa, lembrei com carinho do Gabriel, fiz uma oração. Me despedi deste menino de quem gostei imediatamente, na primeira vez que o vi, e que sempre me surpreendia por ser tão novinho e ao mesmo tempo tão admirável.
E hoje é meu aniversário. E nesta semana ficaremos sabendo se o baby de uma amiga é menino ou menina. Eu acho que é menino. E um ano novo está se aproximando.
Esse 2006, os meus 26 anos, foram completamente diferentes do que eu esperava, do que eu planejei, do que eu imaginava. Mas também, de uns tempos pra cá, eu só me surpreendo quando o rumo das coisas encontra a previsão. Tudo que eu não espero é que o esperado se realize. Não faço a menor idéia de como serão meus 27, o que farei ano que vem. Quero umas coisas, não quero outras. Tudo que posso fazer é viver o que vem por aí, seja o que for.
Quis saber mais sobre o existencialismo, por culpa de uma leitura da dissertação. Coincidentemente, acho que essa seria uma boa filosofia pra eu pensar sobre esse ano que acaba:
“O existencialismo, porém, considera o homem como ser finito, ‘lançado no mundo’ e continuamente dilacerado por situações problemáticas ou absurdas. (…)
Assim, a existência é um poder-ser e, portanto, é ‘incerteza, problematicidade, risco, decisão, impulso adiante’.”
[Giovanni Reale :: História da Filosofia]
Assim, a existência é um poder-ser e, portanto, é ‘incerteza, problematicidade, risco, decisão, impulso adiante’.”
[Giovanni Reale :: História da Filosofia]
Dá o que pensar, tudo isso, hein. E ainda tem o retorno de Saturno se aproximando.
