Recomeçar
Ainda não sou Mestre. Tenho um blogue. E um Flickr. E um namorado.
Deixei o Doutorado pra depois. Minhas unhas estão compridas. Caí andando de patins.
Tenho visto meus amigos menos do que gostaria. Assisti Tangos & Tragédias.
Falei em público na frente de gente grande. Falei um monte de bobagem.
Li absurdamente. Escrevi. Discuti. Não sei nada.
Quero férias. Tomei remédio. E passe.
2006 foi um ano cheio de coisas horríveis.
No meio delas, alguns dos melhores e dos mais interessantes momentos da minha vida.
Foi tudo diferente do que eu imaginava.
Estou num lugar completamente diferente do que eu esperava estar.
Ai, ai. O inesperado.
Que venha 2007.
Deixei o Doutorado pra depois. Minhas unhas estão compridas. Caí andando de patins.
Tenho visto meus amigos menos do que gostaria. Assisti Tangos & Tragédias.
Falei em público na frente de gente grande. Falei um monte de bobagem.
Li absurdamente. Escrevi. Discuti. Não sei nada.
Quero férias. Tomei remédio. E passe.
2006 foi um ano cheio de coisas horríveis.
No meio delas, alguns dos melhores e dos mais interessantes momentos da minha vida.
Foi tudo diferente do que eu imaginava.
Estou num lugar completamente diferente do que eu esperava estar.
Ai, ai. O inesperado.
Que venha 2007.
Fluindo na direção da morte, a vida do homem arrastaria consigo, inevitavelmente, todas as coisas humanas para a ruína e a destruição, se não fosse a faculdade humana de interrompê-las e iniciar algo novo, faculdade inerente à ação como perene advertência de que os homens, embora devam morrer, não nascem para morrer, mas para começar.
[Hannah Arendt :: A Condição Humana]
[Hannah Arendt :: A Condição Humana]

Philippe Breton é um pensador crítico francês que escreveu um livro chamado À imagem do homem: do Golem às criaturas virtuais, onde vai explorando, através de alguns exemplos ao longo da história, o modo como o homem compreende a si mesmo, ou aquilo que acredita que é sua essência. Ele sustenta que, quando construímos uma determinada imagem/ criatura/ objeto/ narrativa/ conceito e dissemos "aqui está: conseguimos recriar a vida humana", é como se estivéssemos objetificando nossa auto-compreensão. Nas palavras do autor, "as criaturas artificiais são metáforas do humano".
