Simulacros e Simulações
Apenas mais um pensamento que não posso deixar de compartilhar: que fantástica a entrevista publicada pela Zero Hora hoje com o "físico" vítima de um sequestro-relâmpago que conseguiu abrir o porta-malas do carro e escapar. Aliás, toda a matéria ganhou uma graça que eu normalmente atribuiria às bizarrices normais que são os textos jornalísticos, mas que nesse caso desconfio ter bastante a ver com a personalidade do entrevistado. Esta, por sua vez, chega a ser quase uma caricatura das leituras sobre "sociedade midiática" que fazemos por aí. Seu Adelino parece ter passado de maneira relativamente tranqüila pela experiência por se enxergar como nas aventuras que sempre vê nos filmes, ao invés de em uma situação de verdadeiro perigo para sua vida. Se alguém estiver precisando de sugestão pra trabalho de faculdade de comunicação ou artigo acadêmico, aí está a minha.
Zero Hora - No que o senhor pensou quando foi pego?
Adelino Lopes Neto - Olha, tchê, em nada. Parece piada, mas essa história de assalto e essas frases que eles usam são chavões tão conhecidos que não chegam a surpreender. O que eles fizeram é o que eu esperava que fizessem: "senta aí", "fica quieto", "cala-boca".
ZH - Queriam matá-lo?
Adelino - Diziam "a gente vai te estourar". Mas é aquilo que a gente vê em tudo que é filme e que a gente sempre ouve as pessoas falarem. É tão clássico que não surpreende.
ZH - Já tinha sido assaltado?
Adelino - Nunca. O que surpreendeu foi a minha não-surpresa. Pareceu uma peça que já tinha visto, embora nunca tivesse passado por isso.
[ZH :: "Pegam a gente quando marcamos bobeira"]
Adelino Lopes Neto - Olha, tchê, em nada. Parece piada, mas essa história de assalto e essas frases que eles usam são chavões tão conhecidos que não chegam a surpreender. O que eles fizeram é o que eu esperava que fizessem: "senta aí", "fica quieto", "cala-boca".
ZH - Queriam matá-lo?
Adelino - Diziam "a gente vai te estourar". Mas é aquilo que a gente vê em tudo que é filme e que a gente sempre ouve as pessoas falarem. É tão clássico que não surpreende.
ZH - Já tinha sido assaltado?
Adelino - Nunca. O que surpreendeu foi a minha não-surpresa. Pareceu uma peça que já tinha visto, embora nunca tivesse passado por isso.
[ZH :: "Pegam a gente quando marcamos bobeira"]
