I’m not the only one

Back in Iowa, Henderson is enjoying spending more face-to-face time with his friends and less with his computer. He says his decision to quit MySpace and Facebook was a good one.
"I’m not sacrificing friends," he says, "because if a picture, some basic information about their life and a web page is all my friendship has become, then there was nothing to sacrifice to begin with."

[Wired :: Some Tech-Gen Youth Go Offline]
 
Essa matéria da Wired explora novamente o tema, recorrente nos meus pensamentos e em algumas conversas que tenho tido por aí. E parece que há mesmo uma tendência entre os jovens super conectados a encherem o saco de seus computadores e buscarem mais encontros presenciais com seus amigos. Aparentemente, depois de uma febre de MSN e afins e de sites de redes de relacionamentos (até mesmo mensagens de texto por celular são alvo de críticas!), as pessoas estão se dando conta de que não dá pra ficar só nisso. Claro que três ou quatro indivíduos não chegam a constituir um movimento significativo, mas ainda assim chama a atenção que algum movimento exista. Achei interessante que, em certo ponto do artigo, alguém menciona o uso excessivo desse tipo de tecnologia como sinal da dificuldade que este geração tem de lidar com a frustração: é mais fácil dar ou levar um fora por mensagens de texto do que dizer/ouvir um "não" cara-a-cara.
 
Não estou querendo defender uma dissertação com esse post - até porque tem uma "lá fora" me esperando - e sei que há muito mais sutilezas e pontos a se considerar dentro desse debate. O óbvio é que continua valendo o que já valia pros velhos gregos: é preciso saber medir as coisas, e a medida não é igual pra todos. Abrir mão de todas as ferramentas e integrar-se a um movimento neo-ludita qualquer me parece estupidez. Da mesma forma que me soa triste viver em função das ferramentas, jogando pra um segundo plano as amizades às quais elas deveriam servir.
 
Posted: October 11, 2006 Comments Off