Onde nada faz sentido, tudo faz sentido

Nós te rogamos Pai de infinita bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando os que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer e assistindo a todos quanto apelem para teu infinito amor. Jesus, divino portador da graça e da verdade, estende tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que te reconhecem como dispenseiro fiel e prudente. Faze-o divino modelo, através de tuas legiões consoladoras, de teus santos espíritos, a fim de que a fé se eleve, a esperança aumente, a bondade se expanda e o amor triunfe sobre todas as coisas.
Bezerra de Menezes, apóstolo do bem e da paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta tuas falanges amigas em beneficio daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais.
Santos espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da paz e do conhecimento, da harmonia e do perdão, semeando pelo mundo os divinos exemplos de Jesus Cristo.
"Esqueça os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam". Emmanuel. 
Posted: September 5, 2006 Comments Off

This dance is difficult, this dance is hard

Sei que é preciso respirar, abrir um espaço. Ficar muito perto por muito tempo é correr o risco de entrar nessa dança. Manter-nos às margens da pista. Mas o ritmo nos faz cair. E é tudo muito confuso e dolorido e complicado, e eu queria que fosse simples. E os ois seguidos de crises e de desculpas e de choro. Que eu sei pra onde conduzem, mas sigo mesmo assim. Eu os odeio, mas não posso respirar sem eles. Eu respondo. Não consigo não responder. Mas a música recomeça, e caímos mais uma vez. Só que agora me sinto um tantinho melhor. Vi que nem sempre a dança é fatal. E sei que posso ficar bem, e tu também. E nós de bem. De qualquer forma, estarei sempre aqui. E mais um trecho do filme:

Jonathan!
I have reflected many times upon our rigid search.
It has shown me…
…that everything is illuminated in the light of the past.
It is always along the side of us…
…on the inside, looking out.
Like you say, inside out.
Jonfen, in this way, I will always be along the side of your life.
And you will always be along the side of mine.
[…]
Jonfen, I am sending you this…
…because we have shared something to exist for.
And, of course, in case anyone comes searching.

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In case anyone comes searching

E daí eu acordo e tento entender alguma coisa. E me esforço para lembrar que na verdade elas são simples. Que o sofrimento é uma ilusão; que a felicidade é transitória. Havia alguém prometendo, e alguém querendo acreditar. A promessa estava lá – não que ela tivesse sido feita para uma pessoa específica. Mas uma passou na frente por acaso bem na hora, e queria uma promessa daquele tipo. E foi porque a promessa existia, e ela era de luz, de comprometimento, de lealdade. Mas ela não estava lá por sua causa. Ela estava lá porque alguém a tinha moldado, guardado, e precisava mostrá-la. Alguém que sabia que um dia seria encontrado. E tudo que queria era ser encontrado. Tê-lo achado não foi um grande feito. Ele esperava por isso. Ele não está aqui por nós. Nós estamos aqui por ele. Como a aliança guardada no filme Everything is illuminated:

In case…
In case someone should come searching one day.
So they would have something to find.
No, it does not exist for you.
You exist for it.
You have come because it exists.
She says the ring is not here because of us.
We are here because of the ring.

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Wrap your troubles in dreams

Como os sentimentos podem ser tão estranhos? Eles ficam ainda mais estranhos por causa dos remédios ou sou eu mesma que começo a me dar conta de certas coisas? Essa coisa me sufocando no peito, o que é? Eu me sinto morta e logo depois algum amigo me diz que seria mais massa eu poder ver “more stuff” na tela do micro e isso é tão engraçado! E é engraçado o quando colocamos todos os nossos sonhos e esperanças em alguém, como se esse alguém nos permitisse ver “more stuff” – alguém que é tão imperfeito quanto nós. Tão confuso e perdido e capaz de fingir que sabe que o que está fazendo. Que pode mentir por maldade ou só pra não machucar. Que tem qualidades fantásticas e encantadoras – assim como qualquer outro de nós. E sentimos que nada mais faz sentido, mas escutamos um cantor que diz exatamente o que sentimos. Então faz sentido, sim. E como pode fazer sentido eu pensar em morrer por alguém e depois lembrar de um menino, um menino que conheci há muito tempo, um com quem eu sonhava? E que também não é perfeito, assim como eu não sou. E o passado é passado, e tem gente que nunca sai de lá. Como o velhinho do Amélie Poulain que precisava furar todas as folhas do jardim com o furador, porque furar com o furador havia sido sempre seu trabalho. E ele nunca seria capaz de furar todas as folhas, mas é lá que ele prefere viver, no passado do furador de folhas. E o futuro a gente não sabe como vai ser, e tem gente que só vive em planos, em expectativas, em projeções – atirando um passado infeliz numa projeção de futuro fadada ao fracasso, mas que vive bem assim. Que deseja isso. E cada um com seu modo de ver o mundo. Não posso julgar nada. Também tenho minhas saudades, minhas esperanças. Mas quero o presente, o agora, o momento, mais que tudo. Quero aquilo que eu vinha adiando. E que te dá cócegas na barriga e te faz gargalhar enquanto janta na frente do micro. Mas e se for isso mesmo? Estou falando sério – e tu acha engraçado, porque é mesmo – e, quando tu te decidir, me avisa. Ó a música que achei pra ti:

I’ll give to you this paper of pins
If that’s the way our love begins
If you will marry me, me, me
If you will marry me.
I’ll not accept your paper of pins
If that’s the way our love begins
And I’ll not marry you, you, you
No, I’ll not marry you.
I’ll give to you this dress of red
All stitched around with golden thread
If you will marry me, me, me
If you will marry me.
I’ll not accept your dress of red
All stitched around with golden thread
And I’ll not marry you, you, you
No, I’ll not marry you.
I’ll give to you this golden chest
So you may have money at your request
If you will marry me, me, me
If you will marry me.
I’ll not accept your golden chest
So I may have money at my request
And I won’t marry you, you, you
No, I won’t marry you.
Well, I’ll give to you my hand and my heart
So we may marry and never part
If you will marry me, me, me
If you will marry me.
I will accept you hand and your heart
That we may marry and never part
And I will marry you, you, you
And you will marry me, me, me
Yes, I will marry you

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