Every terrible thing is a relief

But life is long
And it’s tremendous
And we’re glad
That you’re here with us
And since we know
An end will come
It makes our living
Fun
[Death to everyone]

Conheci essa música que estou usando de tema do blogue por um cara que queria me mostrar tudo no universo. Me dizer que rock era música boa, que a civilização estava em decadência, que computadores eram nossos amigos, que gente gritando em canções era arte. Que existia arte. E bebês eram massa. Eu ouvi essa música com ele, voltando de uma viagem, de carro. E não consegui parar de pensar nela: “Death to everyone is gonna come/It makes hosing much more fun”. E eu digo pra ele que estou morta, o mundo está morto. E ele responde “I bid you welcome”. E eu parei de lutar. So strap me on and raise me high cause buddy I’m not afraid to die. E, com todo o respeito, tudo que posso dizer a ele é que o amo. E, sem ti, esse vestido negro e sapatos pretos encontrariam alguém cuja vida não teria tido metade da graça. E esse cara me deixou tantas coisas, tantas memórias, que agora o sofrimento que foi vê-lo partir parece menor que tudo. E eu lhe disse adeus.

E a música não é mórbida, não me entendam mal. É o contrário. É saber que chega o fim. Que estamos fazendo o que queremos fazer, estamos onde queremos estar, no lugar onde nos imaginamos. Aproveitando ao máximo porque sabemos que uma hora isso tudo vai acabar.

E ele, o fim, parece estar rondando. Mais uma vez. Mas meus olhos intuitivos me dizem que, dessa vez, é só um intervalo. Ainda há memórias aguardando no futuro.

 

Posted: September 4, 2006 Comments Off